O amor
- Lady Bird

- 10 de set. de 2021
- 1 min de leitura
Quando eu era jovem, eu idealizava o amor como sendo o sentimento mais primordial de todos.
Eu achava que só amar bastava.
Que era suficiente para desfazer mal entendidos.
Que era o único caminho para a felicidade.
Que nunca causava dores emocionais.
Que nos arrebatava.
Que nos acolhia e aquecia.
Que era o objetivo principal da nossa jornada.
Agora, mulher adulta que sou, tenho descoberto que afinal só o amor não é o suficiente para nos preencher.
É preciso muito mais para além dele.
É preciso haver reciprocidade.
É preciso haver compreensão.
É preciso haver verdade.
É preciso haver entrega.
É preciso haver diálogo.
É preciso haver equilíbrio.
É preciso haver admiração.
Isto tudo porque somos demasiados complexos para conseguir fazer dar certo sempre. Trazemos uma bagagem emocional grande e, por vezes, é difícil lidar com ela e com a do outro. Outras vezes deixamos nos dominar pelo nosso ego, que nos faz enxergar apenas o nosso orgulho ferido, apenas as palavras amargas do outro é que ressoam na nossa mente (ditas em um momento de insanidade).
Mas toda a experiência serve de aprendizado e aprimoramento. E mesmo que dê errado, devemos seguir tentando. Porque amar é sublime e mesmo que nos deixe desgostosos, quando corre mal, só o facto de termos a possibilidade de andar nas nuvens vai valer à pena.
Mesmo não sendo o suficiente para nos preencher, é o ideal para nos desnudar.




Comentários