Comunicação
- Lady Bird

- 16 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Pensei insistentemente numa palavra hoje: comunicação. É costume ouvir que estamos na era da comunicação, mas, ainda assim, esta ação é capaz de gerar e desfazer mal-entendidos. É comum, na minha vida e na minha relação com as pessoas, que esta ação crie mais mal-entendidos. Ser perspicaz, ser inteligente, não garante uma boa comunicação. Eu acho que a ferramenta mais adequada para se ter uma boa comunicação é a frontalidade.
É importante não se ter receio em comunicar o que estamos a sentir em relação a uma determinada situação, com o cuidado de não passar a mensagem de forma a que pareçamos insensíveis, arrogantes ou invasivos.
Por pensar muito neste tema, tenho tido mais ânimo para comunicar às pessoas o que elas me estão a fazer sentir, que caminho quero seguir, etc. A minha maior evolução tem sido no trabalho, mas tenho tentado expandir para outras áreas da minha vida.
O último episódio que vivi com alguém, envolvendo esta questão, não foi bem conduzido por mim: primeiro porque utilizei a comunicação escrita, que faz com que o tom não se transmita de forma correta ao nosso interlocutor, e, segundo, por falta de entender o tom da minha comunicação, a pessoa levou-me a mal. Depois conseguimos um entendimento, porque aí sim falámos.
Segundo Kahlil Gibran, na sua obra "O Profeta", a necessidade de falar, de comunicar, surge da falta de paz dentro do nosso pensamento, da nossa mente. Mais à frente no texto ele leva o assunto para outra esfera que nada tem a ver com o que estou aqui a explanar. Mas ele não condena de todo a conversação, ele apela para um diálogo mais autêntico e espiritual.
Ele considera que a comunicação não é uma simples troca de informação ou ruído, mas sim a revelação silenciosa e profunda entre almas.
"Quando encontrardes o vosso amigo na estrada ou no mercado, deixai que o espírito em vós mova os vossos lábios e dirija a vossa língua. Deixai que a voz que há dentro da vossa voz fale ao ouvido que há dentro do seu ouvido. Pois a sua alma guardará a verdade do vosso coração, tal como o gosto do vinho é lembrado. Quando a cor já foi esquecida e a vasilha já não existe."
Então é isso, se incomoda, o melhor é falar.




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