As minhas mortes
- Lady Bird

- 13 de set. de 2022
- 1 min de leitura
Durante muitas das minhas mortes,
estive sempre entregue à minha própria sorte.
Não é que alguém se importe,
mas ando mesmo só e sem norte.
Dorida e desencantada, encolhida à um canto,
derramando, naquele momento de soidão, o meu pranto.
Mas quando eu me levantar de vez, de nada vou esquecer, garanto!
É que doía muito, ainda dói tanto!
Algumas das minhas mortes,
Bateram muito forte.
Naqueles dias, alguns comprimidos atenuavam a dor,
Muito embora, eu só precisasse de amor.
Mas, todas aquelas mortes me trouxeram lições,
e agora ando munida de munições.
Não são mais do que artefactos de defesa,
Para me proteger de todas as friezas.



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