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Fim de ciclo

Ela sempre caminhou com o coração aberto, como quem acredita nas promessas de uma estrela cadente.

Ele era todo promessa, como um vento que levanta folhas outonais do chão, mas que apenas passa.

Ela deixou-se levar pela idealização do que poderiam viver.

Quando o silêncio se instalou, ela não se perdeu. Sentiu o grande peso da ausência, sim, mas na mesma medida a força de quem sabe o seu próprio valor. A chama não se apagou por falta de resposta, por uma atitude imatura e até mesmo tresloucada. Ela era maior que isso.

Ela recolheu os pedaços, sempre ficam pedaços. Mas não pedaços que lembram ruínas, apenas pedaços que se pode escolher. Pedaços especiais.

O tempo de recolhimento lhe ensinou a escutar o próprio silêncio, a encontrar sabedoria na pausa. E quando finalmente soltou o que não era dela, abriu espaço para o que poderia florescer com o tempo, com cuidado e com verdade.

Agora, ela segue, sem pressa e com propósito.

Aprendeu que o amor não se mede pela intensidade do começo, mas pela constância do que permanece.

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