Carta
- Lady Bird

- 9 de ago. de 2025
- 1 min de leitura
Tu regressaste de forma tímida, mas intensa,
mas já conhecias o caminho do meu peito, sabes como marcar presença.
Entre o sim e o talvez, dançamos,
e sobre nossa consciência a lembrança da partilha que outrora trocamos.
Tu és desejo vestido de mistério - gosto deste efeito
que me embriaga com promessas que talvez nem saibas ter feito.
E eu que sou feita de marés e memória,
te olho como quem reconhece que talvez faças mesmo parte da minha trajetória.
Mas há uma espada entre nós, três talvez
cada uma corta o tempo com rapidez:
O que fomos, o que não fomos, o que ainda poderíamos ser
na tentativa vão de não sofrer.
Não te culpo e nem me culpo,
o destino foi maroto e eu o desculpo.
Somos apenas dois espelhos a tentar não quebrar
nesta busca fervorosa por amar.
Se um dia fores outra vez embora,
leva contigo a minha verdade que chora.
Mas se ficares, que seja inteiro,
abre o teu coração, sê verdadeiro.
Porque eu mereço amor que não hesita,
e tu, talvez, um que não te limita.




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