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Aprendizado

Acabou. Os meus pés tocam a areia da praia com tranquilidade, somente a natureza seria capaz de repor toda a energia de que necessitava. Toda a energia que foi embora com as últimas ilusões vividas.


Neste momento me sinto perdida e sem norte. É como se os meus sonhos, feitos de água, se escaparam por entre os meus dedos. É chegada a hora de fazer uma revisão e perceber se aqueles sonhos continuam a servir os meus propósitos para ser feliz.


Aqui e agora, de frente para o mar, percebo que é hora de olhar para dentro com responsabilidade e juntar todos os ensinamentos do último ano, que foram intensos e confusos.

O último ano me têm trazido aprendizados com uma velocidade que não estou conseguindo acompanhar. O pior disto é não conseguir identificar os sinais, absorver os aprendizados e aproveitar isto tudo e mudar em prol do meu crescimento pessoal.


Mas neste momento devo apenas focar nos meus sonhos, que estavam adormecidos ou congelados em um recanto da minha mente e que foram trazidos à baila à força toda por uma ilusão, um devaneio. Não foi só culpa do outro, eu me deixe embalar por todos aqueles planos. Neste momento, é preciso identificar qual é o meu propósito de vida, o que me fará feliz, o que me faz sentir que vale à pena viver.


Aquela ilusão teve o seu objetivo e serviu bem para isso. Não posso sentir arrependimento, apenas tirar aprendizados, ser grata e ter o cuidado de não cometer os mesmos erros. Fez parte do meu crescimento.


Agora já percebo porque algumas pessoas são duras e frias e não conseguem enxergar unicórnios e nuvens cor de rosa. Não enxergam porque não existem. Na doutrina espírita, que já não sigo por outros motivos, diziam que este planeta é de provas e expiações. Se as nossas experiências forem só cor de rosa, nunca saberemos se evoluímos como pessoa. Não ficamos a saber qual é a nossa relação com a raiva e no caso de ser grande, aprender a controlá-la, e este é só um exemplo no meio de muitos: perdão, desilusão, amor, amizade, caridade, narcisismo, cobiça, humildade, etc…


Mas eu não quer me tonar dura e fria. Eu quero continuar andando com o meu coração na mão, pronta para oferecer amor verdadeiro para quem merecer, porque eu ainda continuo a acreditar no amor, e acho que vou morrer assim, acreditando.


Eu cheguei a alguns aprendizados neste último ano:

- Cultivar o amor próprio: determinar limites para todos e cultivar o auto-respeito. Não permitir me usem ou mesmo que me tratem mal;

- Aprendi algo importante sobre o perdão, ele traz um peso grande, como se fossemos muito mais importante que a outra pessoa. Como se fossemos pessoas isentas de erros. As pessoas só nos fazem mal, se nós permitirmos isso, então a culpa é sempre 50% para cada lado;

- Confiar e trabalhar a minha intuição;

- Trabalhar continuamente pelos meus sonhos, principalmente por aqueles que não envolvam outras pessoas. Porque as mudam de ideias, vão embora e nós fiamos sem nada nas mãos;

- Tenho que trabalhar e esculpir um novo eu, por mim, apenas por mim.


Hoje é assim, amanhã eu já não sei.


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